imagem & texto

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Imagem como aquilo que transcende os limites do corpo. A infinita alteridade mediada pela finitude do “corpo que olha”.

A imagem faz internalizar o outro, simula uma experiência de extensão: tudo o que é visto se torna parte de nosso “imaginário”. A imagem, em nós, é síntese da experiência com um dado externo e as sensações que esse dado causa/causou.

A imagem, ao mesmo tempo que nos dá a alteridade em contornos (figuras, texturas, cores), expõe a distância  entre quem olha e o que é visto.

A imagem, por mediar nossa relação com a alteridade e desejar incorporá-la, aponta esse lugar inexprimível do que está aquém ou além da percepção.

Ao tomar uma imagem, que expõe nossa distância daquilo que nos transcende, como substituto do próprio transcendente, ao tomar uma imagem, que é um aspecto, como absoluto, fazemos dela um objeto de idolatria ou de fetiche (apagamento do processo metonímico). Continuar lendo “imagem & texto”