Plano de Curso

MORFOLOGIA DO PROFANO: A IRRUPÇÃO DA POESIA | com Maiara Gouveia

Neste curso, que inaugura a série Cartografias do Possível, além da associação entre linguagem poética e profanação, investigamos estruturas relacionadas às crises contemporâneas e como conduzir o fluxo de transições a lugares mais interessantes do que o lamento ou as projeções de futuro catastrófico.

Num contraponto à noção de “morfologia do sagrado” proposta por Mircea Eliade – estudioso de fenomenologia das religiões –, esboçamos a de “morfologia do profano”, a partir do diálogo com a obra Profanações, do filósofo italiano Giorgio Agamben.

No primeiro módulo, vamos entender melhor o que é profanação e o que é consagração, as operações de cada um desses processos e por que profanar é instaurar o possível.

Em seguida, defendemos que a poesia é a instauração do possível na linguagem. Vamos estudar principalmente o texto poético nas tragédias e a dicotomia imagem x enigma, pra fazer algumas comparações entre as crises trágicas e as atuais.

Por fim, arriscamos algumas leituras do presente pra saltar à ideia de devir aberto nas crises do sentido.

  • Quais são as relações entre a performance “Ritmo 0”, da artista Marina Abramovic, e a sociedade de consumo?
  • E entre fenômenos como fake news, Teoria da Terra Plana e a procura cada vez maior por certos tipos de coaching?
  • O que tudo isso tem a ver com a estrutura da experiência religiosa?
  • Como a poesia e o conceito de profanação podem nos ajudar?

A proposta é dissolver a associação entre futuro e apocalipse pra traçarmos juntos itinerários a um devir possível.

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