instantâneo

rascunho | 29.08.17

meu ofício é traduzir o invisível | e como ouço | enquanto ouço | o alheio musical: minha própria língua | refeita em clareiras de sentido || crio isto: o que só pode decifrar | o próprio enigma | e nesse gesto rearranja cada cifra || desenho este lugar fora dos mapas | e em cada fragmento de sentido | finco a inaugural cartografia

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